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Quaresma, como praticar?

Fonte da Notícia: Via Lumina
Data: 02/03/2018
Postada às: 14:44:48 horas.

Quaresma é o período de quarenta dias, no qual as comunidades cristãs se dedicam à penitência em preparação para a principal celebração do cristianismo: a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo. A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina no domingo de ramos, anterior ao domingo de Páscoa.

Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos são convidados à reflexão, a conversão espiritual e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz.

A quarta-feira de cinzas, que dá início à Quaresma, é um dia usado para lembrar o fim da própria mortalidade. É costume serem realizadas missas onde os fiéis são marcados na testa com cinzas. Essa marca normalmente permanece na testa até o pôr do sol. Esse simbolismo faz parte da tradição demonstrada na Bíblia, onde vários personagens jogavam cinzas nas suas cabeças como prova de arrependimento.

Como viver a Quaresma?

Quaresma é um tempo de “penitência, jejum e oração”, que a Igreja chama de “remédios contra o pecado”, para a busca da conversão da pessoa. Essas práticas não são fins em si mesmas, mas meios de santificação.

O jejum e a abstinência de carne O Código de Direito Canônico nos diz: “Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma” e ainda “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de cinzas e na sexta feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Para o Brasil a CNBB determinou que, exceto na Sexta-feira Santa, todas as outras sextas-feiras, inclusive as da Quaresma, têm sua abstinência convertida em “outras formas de penitência, principalmente em obras de caridade e exercícios de piedade”.

Afinal, de nada vale para o cristão abster-se de carne se não põem em prática os ensinamentos do próprio Cristo. As obras de caridade não precisam ser nada de extraordinário. Podemos, por exemplo, visitar um doente, visitar um asilo, levar alguma ajuda concreta a uma família mais carente, como roupas ou alimentos. Estas ações, além de servirem como forma de penitência, ainda irá gerar em nossos corações um sentimento de alegria por poder fazer algo de bom a alguém.

O próprio Cristo jejuou e rezou durante sua Quaresma antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Somos também convidados a fazer um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possamos vencer as fraquezas da carne.

A penitência

O dicionário nos diz que penitência é arrependimento ou remorso por erro que se cometeu, especialmente por haver ofendido os mandamentos divinos. São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus! ” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação. ” (2 Cor 6, 1-2).

A Quaresma é tempo de viver com profundidade esta Palavra. É tempo de olhar para tudo o que temos vivido e como temos vivido: nossos relacionamentos em casa, no trabalho, na escola, nosso relacionamento com Deus.  O tempo da Quaresma nos chama a este olhar crítico para nós mesmos, e ao mesmo tempo, o Senhor quem toma a iniciativa de nos mostrar compaixão. Em nossas paróquias, além do tempo normal de confissões, temos os mutirões de confissão, celebrações penitenciais. Tudo se torna propício para nossa conversão. Ao nos darmos conta de nossos erros, podemos recomeçar através de uma boa confissão.

A oração

Esse tempo de penitência é recordado pela liturgia: as vestes e os paramentos usados são da cor roxa (no quarto domingo da Quaresma, pode-se usar o rosa, representando a alegria pela proximidade do término da tristeza, pela Páscoa); o Glória não é cantado ou rezado; a aclamação do “Aleluia” também não é feita; não se enfeitam os templos com flores; o uso de instrumentos musicais torna-se moderado. Todo esse ambiente litúrgico nosleva a introspecção e a oração.

Uma prática muito interessante que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja,recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros. Não esqueçamos

também que a Santa Missa é a oração mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. A Quaresma nos chama ainda a meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos e a vida dos Santos. Substituir o tempo em frente à TV por uma boa leitura da Bíblia ou a pesquisa sobre a vida de algum Santo é uma boa alternativa para viver bem este tempo.

Quaresma não é tristeza.Quaresma é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado(orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca”.

Quaresma, porém, não é um “tempo de tristeza”, ao contrário, a alma fica mais leve e feliz livre dos seus males. Santo Agostinho dizia “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça.

Aproveitemos este tempo para praticar o jejum e abstinência, viver a penitência e praticar a oração de forma com que nosso coração se torne cada vez mais próximo do Cristo Ressuscitado.

Uma boa Quaresma a todos nós!



 


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