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Vida em Cristo - Aridez Espiritual

Fonte da Notícia: Padre Reginaldo Manzotti
Data: 02/09/2016
Postada às: 16:45:38 horas.

Para entender a vida nova em Cristo, tomemos o texto da Carta de São Paulo aos Romanos, capitulo 12.

O que Paulo está exortando é que nos ofereçamos, sem reservas, sem medidas, que nos entreguemos a Deus. O grande problema é que nós nos oferecemos a Deus, mas impomos condições.

Paulo vai mais alem, ofereçais os vossos corpos, porém às vezes dizemos: “Senhor eu te entrego meu coração”, mas Deus nos quer de corpo inteiro. Ofereçamos-nos por inteiro como Nossa Senhora fez.  Quando Maria disse: “Eis aqui a escrava do Senhor”, estava se oferecendo sem reservas ao Senhor, porque o escravo não tinha direitos, estava completamente na mão do seu dono, que tinha sobre ele o poder da vida e da morte.

Como Maria, somos chamados, hoje a dizer: “Senhor, eu sou teu escravo, eu me ofereço por inteiro de forma santa e agradável.” Este é o verdadeiro culto espiritual a Deus. Oferecer-se como hóstia viva, é a vida em Cristo.

A maturidade de uma vida em Cristo é conseguir viver, o quanto mais plenamente, as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Então, a maturidade na fé é crer, esperar e amar.

A meta e a busca, o ideal do cristão batizado é ser uma pessoa que crê, que espera, e que ama.

O grande problema é que perdemos o referencial, a impressão que temos é que não existe um modelo a ser seguido, cada um cria o seu próprio modelo.

Jesus deve ser nosso referencial de vida.  Jesus é o homem maduro na fé, porque viveu na plenitude as virtudes teologais ele é o homem que crê, que espera, e que ama.

Em nosso itinerário espiritual, essa é a referencia, sempre partir desse ponto: eu quero, eu busco eu almejo, eu tenho sede de ser uma pessoa que crê, que espera, e que ama.

Porem, mesmo a partir desse referencial, temos muita dificuldade para viver essa maturidade, por causa de algumas patologias espirituais, porque perdemos os senso do pecado, porque  não nos oferecemos a Deus. 

No nosso itinerário espiritual, na nossa vida com Cristo, nós vamos com reservas, não nos jogamos, não nos lançamos, não entregamos tudo, por isso, não progredimos na fé.

Na nossa condição natural de ser humano, precisamos de Deus, temos uma sede de algo mais. Porem, podemos perceber que alguns estão com a alma vazia, outros estão com a alma em aridez, outros estão com a alma sedenta.

O objetivo ultimo do ser humano, na sua natureza é Deus.  A religião não é um ópio, não é alienação. O verdadeiro culto a Deus não engessa, não nos faz puritanos, não nos leva a uma patologia, pelo contrario o verdadeiro culto a Deus nos potencializa, nos expande, nos transborda.

Com isto digo que, se há muita tristeza, desejo de suicídio, angustia melancolia, neurose pode ser emocional, mas com certeza é a ausência da água que dessedenta, que Jesus prometeu dizendo: “Quem beber dessa água não terá mais sede” (Jo 4, 14).

Então, estou afirmando que a maioria daqueles que se dizem iniciados na fé, que a maioria dos que comungam e se dizem cristãos, estão doentes na vida espiritual.

Há tantas pessoas inseguras na fé, porque estão sentindo um vazio do tamanho de Deus. O vazio que sentimos só pode ser preenchido por Deus.

 

Alma vazia

As almas vazias, demonstra uma falta de conversão, isso significa que a pessoa esta destituída de Deus, esse vazio interior,  essa angustia, é uma alma vazia.

O grande erro é que a maioria das pessoas, se sentindo vazios,  preenchem de coisas, as vezes numa luta desenfreada por dinheiro, sexo, e poder.

Uma pessoa que se dispôs a fazer o mal é uma alma vazia, sobre isso São Paulo escreve: “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber” (Rm 12, 20). Uma alma vazia não consegue fazer isso.

Uma alma vazia é capaz de ficar horas e horas articulando, maquinando bem maquiavelicamente uma vingança.

Santo Agostinho afirmou: “Tu nos criastes por ti mesmo, e nossos corações vivem inquietos enquanto não acharem repouso em ti”. O que ele quis dizer é que em nossa natureza  humana tendemos a Deus, porém uma alma vazia abandou Deus. Sempre buscando essa satisfação, numa tristeza que não passa, porque o apego aos bens materiais faz sofrer, uma pessoa egocêntrica sofre muito. Uma pessoa avarenta está doente, não com uma doença física, mas com uma doença espiritual e tem que buscar a cura, tem que enfrentar o problema.

Às vezes não damos atenção a isso, e nosso itinerário não sai do primeiro passo. Podemos freqüentar grupos de oração, ter momentos fortes de louvor intensos, mas não santificantes. Podemos  entrar numa histeria, num frenesi, num psique coletivo, mas que são momentos que não santificaram, não edificaram, não levaram a maturidade espiritual, e isso pode acontecer com todos nós, comigo como padre.

Uma alma vazia jamais consegue preencher o vácuo, porque só Deus pode preencher.

Uma pessoa com a alma vazia é perpetuamente insatisfeita, mas sobre as coisas de Deus, vive de aparência. Uma pessoa fingida é uma alma vazia. Nosso Senhor nunca tolerou o fingimento, às vezes nós somos fingidos com o próximo, e fingidos com Deus.

Encontramos um exemplo de alma vazia numa parábola contada por Jesus, em que um homem rico diz: “Recolherei toda a minha colheita e os meus bens. E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? “ (Lc 12, 16-20).

 

Sede de Deus.

O Salmo 41,  diz: “A minh´alma tem sede de Deus, pelo Deus vivo anseia com ardor” (Sl 42, 3). Significa que a alma na sua natureza tem sede de Deus. 

A terceira alma é uma alma sedenta. Jesus  era o homem sedento, era o homem completo que acreditou, esperou e amou. Tenho sede (Jo 19, 28)

Uma alma sedenta por incrível que pareça nunca estará saciada sempre vai querer mais, só se saciará quando estiver face a face com Deus.

 

Aridez espiritual

Num primeiro momento, muitos poderão se identificar, como uma alma Arida, e, isso é ruim.  A aridez espiritual é dolorosa, mas necessária.

São João da Cruz fala da aridez, como a noite escura da fé, não uma noite traiçoeira, mas noite escura que muitos de nós estamos passando. Ela é necessária é importante para a vida espiritual, porque purifica a nossa sensibilidade, nos faz crescer no verdadeiro amor.  A noite escura, o momento de aridez é quando rezamos e parece que nossa oração foi uma porcaria. É quando nos sentimos o pior dos seres humanos, choramos os próprios pecado, e vivemos uma parte dolorosa, que eu não desejo a ninguém, que é o silencio de Deus. O silencio que leva às vezes a uma angustia mortal. Lembremo-nos do  Getsêmani onde Jesus passou na noite em que foi traído por Judas, a bíblia nos diz que sua alma viveu uma tristeza mortal, aridez, noite escura. 

Só que tem um detalhe, Jesus viveu uma tristeza mortal, mas não se entregou, não teve medo, teve uma angustia mortal na alma, suou sangue, mas Ele se levantou e enfrentou dizendo aos guardas: “Sou eu”.

Um dos sintomas da aridez é a perda da alegria, e a sensação de angustia, mas não podemos confundir noite escura e angustia com depressão. A angustia no contexto da vida espiritual é uma renovação, a angustia é positiva, o que não tem nada haver com depressão, não tem nada haver com autodestruição, perda do sentido de viver. A angustia é um elemento de crise, e a crise não é um elemento negativo, é sinal de crescimento.

O momento que entramos numa aridez, pode ser o momento de profundo progresso espiritual, se ao caminharmos na noite escura, dizermos como Madre Tereza: “Senhor seja a minha luz”.

O objetivo de uma noite escura é levar-nos a nos despojar, a nos despir do nosso ego, de nossas vaidades, até na oração.

Santo Inácio, também fala sobre aridez espiritual, mas não usa a palavra noite, ele chama de momento de desolação, só que Santo Inácio fala que no momento de desolação nós somos guiados pelo mau espírito, por isso, devemos permanecer  firmes, resistindo às tentações e na desolação,não devemos tomar.

A diferença entre uma alma vazia e uma alma arida é que, a alma vazia nunca bebeu a água, então não sabe o gosto. Enquanto que, alma arida é uma alma que já provou do lado aberto do Cristo o rio de misericórdia, já provou do Cristo a água que jorra para a eternidade. É como a samaritana, a quem Jesus disse:  “Se soubesses quem te pede de beber, você é quem pediria (Jo 4, 10).

Nossa alma pode passar por um momento de aridez,  de não sentir a consolação, não sentir a água jorrar do lado aberto de Cristo. Esse momento de aridez pode vir por algumas razões:

- Podemos estar bebendo da água que o mundo oferece. Podemos viver bebendo  água contaminada, e nos acostumar com essa água de baixa qualidade, nos saciando com coisas erradas.

- Podemos entrar num estado de aridez, para que nos purifiquemos, e isso não é negativo. Um estado de aridez, uma noite escura provoca em nós a purificação dos desejos, a purificação do prazer.

São João da Cruz fala da gula espiritual, que é vivermos a nossa relação com Deus apenas para nossa satisfação. Rezamos, porque nos sentimos bem. Mas não é porque nos  sentimos  bem que rezamos, ou rezo é por Deus? Valorizamos demais as emoções, e a fé não é sentimento, fé sem razão é fanatismo. Cuidemos para não fazer de nossos ritos religiosos apenas um estado emocional, apenas uma busca de satisfação, apenas uma compensação de nossas neuroses.  Ai é que entra o estado de aridez, uma noite escura para que o que nos motive, não seja nosso prazer, mas aquele que nos dá a consolação.

Então, não somos motivados pelo sentimento, pelo estado de felicidade, mas somos motivados por aquele que nos dá a felicidade, Deus.

Às vezes Deus nos priva da consolação para que não nos motivemos pela emoção e sentimento, mas ajamos pela fé.

Na noite escura da fé, Deus tem que nos conduzir, isso significa que não vamos a Ele unicamente pelos nossos méritos. Não chegamos a Deus só pelo nosso esforço, só pela nossa vontade. Dizer que o pensamento é tudo,  está errado, o que conta é a graça e a gratuidade do amor de Deus. Ele  nos ama, não porque somos bons, mas nos ama incondicionalmente.

Às vezes, por estarmos demasiadamente no pecado, nos saciamos no pecado. Por isso, volto ao texto de Romanos 12, 2: “Irmãos, não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.”

Percebamos que não é a nossa vontade, não é só o que queremos para nós, mas qual a vontade de Deus para nós. E como saber o que Deus quer para nós? Como chegar a essa resposta?

O espírito não está na razão, é também parte, mas o espírito onde Deus fala está  no profundo do nosso ser. É de lá que vamos ouvir o que Deus quer para nós.

São João da Cruz foi uma pessoa que procurou muito Deus fora, e foi encontrar Deus dentro de si mesmo. Isso não é individualismo, não somos nós por nós mesmos, mas é buscarmos Deus num espírito que transborda. Se ficarmos num egocentrismo não é Deus.

- O que também pode provocar uma aridez espiritual é uma prolongada fadiga física, o stress, o ativismo pode levar a uma aridez espiritual, e todos nós somos em potencial sujeitos a isso.

Muitas pessoas rezam a vida inteira, para não sofrer, mas o sofrimento é inevitável,  o importante é como vivemos o sofrimento.  Numa doença mal vivida, se não soubermos lidar na espiritualidade, pode ser nossa própria condenação, mas se soubermos trabalhar, administrar essa doença, pode ser nossa redenção. Não sublimar, não é negar, mas é administrar na fé, administrar na cruz de Cristo. É partir do  principio do discipulado da cruz, tomar a cruz e seguir.

Uma estafa, um ativismo, uma fadiga prolongada, uma doença prolongada pode gerar uma aridez espiritual. Emoções muito fortes, perdas dolorosas também podem gerar.

Quando estamos nessas condições, só a água viva de Deus é que nos satisfaz. Outras coisas podem nos distrair, mas são paliativos. Santa Tereza D’Avila, passou 20 anos de noite escura, a ponto de ter dúvidas da presença real de Jesus  na eucaristia, mas nunca deixou de comungar.

Madre Tereza de Calcutá, também viveu uma longa aridez espiritual que durou em torno de 50 anos. Chegou a  questionar a existência de Deus, mas em nenhum dia deixou de sair pelas ruas reconhecendo o rosto do Cristo, no rosto dos pobres, nunca deixou de cuidar dos pobres e de ser pobre no meio dos pobres.

E nós como lidamos com nossa aridez, com nossas angustias, com nossa noite escura?

Há épocas  que rezamos mais, outras menos, isso não é aridez espiritual, isso é fraqueza na fé. Significa que não estamos maduros, porque temos que rezar sempre, na mesma quantidade, não importa se sentimos prazer ou não.

Nos momentos de consolação a nossa oração flui, não sentimos o tempo passar,  a pratica das virtudes fica mais fácil.  Sentimos a presença de Deus, e esse fato nos leva a rezar com gosto, com dedicação, com fervor. Quando entramos numa aridez e quem não entrou se prepare, pois todos podem entrar a qualquer momento, nós entramos num estado de secura, de desanimo, de esfriamento da fé, e às vezes uma sensação de ter perdido a fé, não perdemos, mas temos essa  sensação, e os momentos de oração se tornam enfadonhos.

Se voltamos para traz e diminuirmos o tempo de oração estamos guiados pelo espírito mau, se deixamos de ir à missa, porque estamos presos em nossas satisfações em nossos prazeres e não no criador do prazer, não estamos pela fé. Não podemos ter uma expressão de fé só baseada, só buscando satisfação momentânea.

São Francisco de Sales escreve em seu livro Filotéia: “É um erro medir a nossa fé através das consolações que experimentamos. A verdadeira piedade, o caminho para Deus consiste em ter uma vontade resoluta, em fazer tudo o que agrada a Deus.” Mesmo não compreendendo, fazer tudo o que nós sabemos que é de Deus, mesmo não nos dando satisfação, mesmo não encontrando consolação.

A alma arida tem que ter consciência, como uma criança que gosta do colo do pai, mas mesmo que ela não esteja no colo do pai, sabe que pode contar com ele. É esse o espírito com Deus, já experimentamos o colo do Pai, e mesmo que não nos sintamos em seu colo não significa que Ele não esteja presente. Ele está presente no amor que Ele nos fez experimentar, no amor que Ele sente, capaz de dar a vida por nós. É essa relação que temos que ter com Deus, nem sempre estamos no colo de Deus, às vezes não sentimos a presença de Deus, mas podemos sentir o amor de Deus. Isso é diferente e importantíssimo.

Se, sentimos que Deus está distante, estamos cometendo um erro em nossa espiritualidade, Deus não se distancia, nós é que não estamos sentindo o amor. Ele pode não estar presente, é o silencio de Deus, que dói demais, mas não quer dizer que Deus não está no amor.

São Paulo nos diz: “Seja sincera a vossa caridade “(Rm 12, 9), uma pessoa que não ama, não consegue ser caridosa, quem não ama não tem misericórdia, quem não ama finge para si mesmo e acaba destruindo a vida dos outros. Quem não ama acaba se envenenando com seu próprio veneno, quem não ama não tem qualidade de vida.

Na noite escura, aprendemos a amar a Deus por ele mesmo, e não pela consolação, ou pelo que Ele pode nos dar. Aprendemos Crer em Deus, confiar, esperar em Deus, mas esperar em Deus é esperar trabalhando, esperar contribuindo, esperar lutando, esperar rezando, esperar vigiando, esperar comungando e amando.

Madre Tereza de Calcutá, morreu com 66 anos, e quem olha para sua imagem vê um rosto enrugado, de quem foi uma santa em vida. Mas, ela viveu um profundo silencio de Deus, uma longa noite escura. No começo de sua vida espiritual ela estava indo a um retiro, e na estação ferroviária, ela teve uma experiência com os mais pobres dos pobres, como ela diz, e teve um momento de consolação tão grande com o próprio Jesus, que lhe pediu que começasse a trabalhar com os mais pobres entre os pobres. “Recusará?”, perguntou Jesus.”. Esse momento de profunda consolação foi tão forte que a levou a fundar uma congregação. Interessante que mal ela fundou a congregação, entrou numa aridez, a ponto de escrever a seu diretor espiritual, e isso em nada  coloca em duvida ou interfere em sua santidade, mas ela escreveu dizendo: “Onde está a minha fé,  aqui no mais profundo não há nada em mim. Meu Deus, que dolorosa está pena desconhecida, eu não tenho mais fé”.

Anos depois Madre Teresa de Calcutá, vivendo uma tortura de desolação, ela teve vontade de pegar o microfone e dizer a todo mundo, segundo estudos: “Eu sou uma hipócrita”. Mas, naquele momento Deus suscitou nela que se fizesse chamaria a atenção sobre si mesma, e não para Deus, e ela resolveu ficar no silencio de suas torturas.

Torturada a ponto de dizer:  “Não há fé no meu coração, não há amor, não há confiança, há tanta dor, a dor de desejar, de não ser querida – amo a Deus com toda a força da minha alma” , mas não sentia consolação.

Madre Teresa nos lembra que na noite escura, podemos crescer na vida espiritual, podemos atingir a maturidade, podemos ser misericordiosos, e que a santidade está ao alcance de todos, inclusive daqueles que têm dúvidas.

 

 

 

Discernimento

O atributo do Pai é ser criador, do Filho é ser Redentor, do Espírito é ser santificador. E,  o atributo diabo é ser enganador. Foi assim com os primeiros pais no paraíso. O diabo fez parecer bom algo que era ruim. Fez com que Adão e Eva fossem enganados. A maior ação do inimigo entre nós é nos enganar,  nos ludibriar, fazer parecer bom algo que é ruim. É nos enganar também na busca de Deus.

Sabemos o que é o mal, o que é o pecado, mas  o vivemos  porque nossa vontade está destruída, nossa força foi diminuída, porque o inimigo nos pegou pela parte dos sentidos.

Então, precisamos do discernimento, que é fundamental para quem quer crescer na maturidade espiritual.

São Paulo, na armadura de Deus,  vai dizer que é a espada do Espírito que vem pela Palavra. A espada corta, desmascara e tira a falsa representação do mal. A espada do Espírito mostra e faz vir a tona a verdade daquilo que realmente somos e não como diz Romanos 12, aquela idéia falsa que criamos de nós mesmos.

Um dos pontos para o discernimento é observar o começo do pensamento, o meio do pensamento e o fim do pensamento.

Ou seja, temos que perceber se o principio,  o meio, e o fim de um pensamento, de uma obra, e de uma intenção são puros. Isso nos revelará se quem está nos movendo é o Espírito de Deus ou espírito mundano.

Mesmo na caridade, devemos ponderar o “porquê” de nosso gesto, senão, podemos ficar nus, dar toda a roupa para alguém, mas se for por vaidade pessoal, para ser aplaudido, isso é espírito do mal.

Devemos dar muita atenção ao curso dos nossos pensamentos e de nossas obras. Se o principio o meio e o fim é inteiramente bom, inclina-nos para o bem, esse é o anjo bom. Mas, se o curso dos pensamentos, das ações termina numa coisa má ou menos boa do que se havia proposto fazer, ou se no meio da ação, perde-se a paz a tranqüilidade, a quietude, é sinal que esta agindo pelo mau espírito, e o inimigo esta colocando em risco a nossa salvação.

Por isso é preciso vigiar, é preciso discernir e para sabermos se estamos enganados pelo inimigo devemos checar as nossas verdades e as verdades de Cristo.

Deus nos convida a um banquete onde podemos sentar à mesa, e às vezes nós ficamos só com os farelinhos. Não fiquemos com as migalhas quando temos um banquete a nossa disposição.

Deus quer nos dar mais, Deus quer nos saciar. Deus quer mais conosco. Deixemos Ele agir.


 


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